Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Teorias Interpretativas da Origem das Espécies (Resumo)

Até ao século XIX prevaleceram as ideias fixistas, segundo as quais as espécies são imutáveis, surgindo por geração espontânea ou por um acto criador (criacionismo).
Ao contrário do fixismo, as ideias transformistas contestam esta visão estática do mundo, sugerindo que as espécies sofrem modificações ao longo do tempo.

Os trabalhos desenvolvidos no âmbito da geologia, em especial a paleontologia, com o estudo dos fósseis, foram os primeiros a porem em causa o fixismo, abrindo caminho para o aparecimento de ideias evolucionistas.

De acordo com Lamarck (1809), cujas ideias evolucionistas viriam a ser conhecidas por lamarckismo, as mudanças ambientais determinam nos seres vivos a necessidade de estes se adaptarem de forma a poderem sobreviver em novos contextos ambientais. O ambiente é assim responsável pelo início do processo de evolução, cujos mecanismos se encontram enunciados na lei do uso e do desuso e na lei da transmissão dos caracteres adquiridos.

Para Darwin, a selecção natural é o processo que permite a evolução das espécies, sendo o ambiente o agente desse processo, determinando quais são os seres que sobrevivem e os que são eliminados num dado momento, pelo facto de estarem mais ou menos aptos para enfrentar situações específicas. Apesar de não explicar a variabilidade existente entre os seres vivos que pertencem à mesma espécie, Darwin salienta a sua importância como causa dos diferentes níveis de adaptação.
O avanço dos conhecimentos científicos, nomeadamente nas áreas da anatomia, embriologia, citologia e bioquímica, forneceu dados e conclusões que sustentam a argumentação a favor do evolucionismo.

O neodarwinismo, baseando-se sobretudo em argumentos genéticos, esclarece que a origem da variabilidade existente entre os seres vivos é fruto de vários fenómenos intrínsecos à reprodução sexuada e de alterações do material genético. Através da recombinação genética, da fecundação e das mutações surgem novas combinações de genes que conduzem a uma maior diversidade fenotípica, sobre a qual o ambiente actua de forma selectiva.
Os principais factores que, actuando sobre as populações, conduzem à alteração dos respectivos fundos genéticos, obrigando-as a evoluir, são:
• a selecção natural;
• as mutações;
• as migrações;
• os cruzamentos não ao acaso;
• a deriva genética.

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